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Na semana passada, a empresa de cibersegurança PSafe revelou um vazamento de dados gigantesco: são listados mais de 223 milhões de CPFs. Junto deles estão informações detalhadas de cidadãos brasileiros, incluindo foto e imposto de renda. Tudo está à venda em fóruns na internet.

Ainda não é possível saber a origem do vazamento, mas há indícios, segundo especialistas, de que as informações pertençam à base de dados da Serasa Experian. Em nota, a empresa diz que investigou o caso e que os dados analisados não indicam que ela seja a fonte. "Os dados atribuídos à Serasa não correspondem aos dados em nossos arquivos", diz.

Na visão de Bruno Bioni, fundador do Data Privacy Brasil, instituição de pesquisa e ensino sobre privacidade e proteção de dados, esse pode não ser apenas o maior, mas também o mais lesivo vazamento de dados do Brasil.

Em uma análise inicial, é possível dizer que trata-se do maior ou do mais importante vazamento de dados no Brasil?

O conjunto de informações é grande e revela muito sobre a população. CPFs, nomes, foto, renda e até scores de crédito estão lá. Isso o torna o incidente de segurança mais crítico e lesivo já visto no Brasil.

O que o caso da Equifax (ocorrido nos EUA em 2017) pode nos ensinar?

Na época, houve uma movimentação quando ficou comprovado que a origem era de um birô de dados. Colocou-se logo na mesa um plano de contingência. Aqui, precisamos ter uma discussão pública sobre o assunto.

O Brasil tem plano de contingência para casos como esse?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) prevê isso. Esse seria um caso para testar um plano. É um incidente que tem uma riqueza muito grande nos dados. Ele demanda um plano de contingência e medidas que sejam mais robustas.

O que poderia ser aplicado de sanção contra o Serasa, caso seja confirmada a origem dos dados? Seria possível adiantar o prazo de multas da LGPD?

As multas da LGPD não poderiam ser adiantadas - exceto se o Congresso aprovasse um projeto de lei. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) hoje não tem dentes para morder. Porém, a LGPD deixa claro que, em algumas situações, você pode ter violações múltiplas de direitos. Isso significa que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e outros órgãos de proteção podem atuar com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A ANPD consegue fazer alguma coisa neste momento?

Em tese, ela já está operando. Esse é teste de fogo para ver se vai funcionar ou não. A ANPD pode atuar de maneira cooperativa com outros órgãos reguladores, verificando quais os melhores caminhos para formatar o plano de contingência. Em um segundo momento, ela pode desdobrar para sanções. Ela não vai poder se valer da LGPD, mas ela pode atuar de maneira cooperativa com a Senacon, que pode utilizar o Código de Defesa do Consumidor para aplicar multas. O CDC foi pensado para franquear proteção coletiva. Esse vazamento é um cenário no qual um interesse difuso e coletivo foi entrincheirado.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: UOL ECONOMIA

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A inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) disparou no ano passado, mas isso não mexeu no preço de aluguéis no Brasil, embora o indicador seja comumente usado como indexador de contratos de locação.

Segundo especialistas em inflação da FGV (Fundação Getulio Vargas) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), diferentes fatores seguraram os reajustes. A queda na renda da população por causa da crise provocada pela pandemia de covid-19, o mercado de trabalho ainda deteriorado e o elevado estoque de imóveis vazios disponíveis levaram a negociações diretas entre inquilinos e proprietários.

Em consequência, o aluguel residencial encerrou 2020 com uma alta de apenas 2,77%, segundo a inflação oficial no País, apurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE. Já o IGP-M avançou 23,14% no ano passado, divulgou a FGV. A taxa acumulada em 12 meses já tinha iniciado 2020 em 7,81%, permanecendo elevada durante todo o ano.

"Teve muita negociação de inquilinos em função da pandemia e da dificuldade financeira que ela representou. O aluguel residencial subiu menos em 2020 do que em 2019", lembrou André Almeida, analista do Sistema de Índices de Preços do IBGE.

 

Em 2019, o aluguel residencial ficou 3,80% mais caro, segundo apurado pelo IPCA, embora o IGP-M tenha encerrado o ano com uma elevação de 7,30%.

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A nova desaceleração no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) reforçou a trajetória esperada pelo economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Paulo Picchetti para o número fechado de janeiro, que é de 0,35%, bem menor do que o 1,07% do fechamento de dezembro de 2020. O IPC-S passou de 0,79% na primeira quadrissemana de janeiro para 0,52% na segunda quadrissemana do mês, e acumulou alta de 5,10% nos últimos 12 meses. 

"A saída da bandeira vermelha na tarifa de energia elétrica é muito forte e está nessa conta, tirou 0,23 ponto porcentual (pp) da taxa de variação. Ainda há o movimento de barateamento da passagem aérea, que foi responsável por queda de 0,06 pp no índice, em baixa de 27,33%. E vai continuar, na leitura da ponta a queda de passagem aérea está em 20,0%", afirma Picchetti.

O economista diz que nenhum item mostrou tendência de aceleração forte o suficiente para contrabalançar o movimento de baixa puxado por passagem aérea e tarifa de eletricidade residencial. Por isso, "na ausência de uma grande surpresa, a trajetória vai mostrar um janeiro fechando em um número historicamente baixo".

Costumeira fonte de pressão nos índices de inflação ao consumidor de janeiro, os preços das mensalidades escolares e de cursos diversos já aparecem como algumas das principais influências positivas no IPC (curso de ensino fundamental passou de 1,62% para 3,94%, e curso de ensino superior subiu de 1,70% para 2,37%). Apesar disso, explica Picchetti, os aumentos ainda são comedidos, dado o risco de evasão de alunos de escolas particulares e a incerteza da volta às aulas, consequências diretas da pandemia de covid-19.

O índice de difusão do IPC-S recuou em relação à primeira quadrissemana de janeiro. Passou de 75,48% para 74,84%. Para o economista da FGV, este é mais um sinal que aponta para uma taxa de variação baixa no IPC-S de janeiro. Para o ano, a expectativa é que o indicador acumule alta de 3,50%. 

FONTE: ECONOMIA UOL - GREGORY PRUDENCIANO

 

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