Mudanças no Imposto de Renda, seguro-emprego e mais: as novas e velhas ideias de Guedes
- Posted By Vallorem Assessoria Empresarial
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Depois de um período de silêncio após a interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Petrobras, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a participar de audiências públicas e dar entrevistas para a imprensa. Nelas, relevou quais são suas novas ideias para a economia e voltou a falar em outras, não tão novas assim. Algumas estão em fase avançada de implementação, outras ainda estão apenas em estudo.
Entre as medidas citadas pelo ministro estão mudanças no Imposto de Renda sobre imóveis, a taxação de dividendos e uma redução no tributo cobrado das empresas. Ele também falou em um "imposto digital" para taxar empresas da "nova economia", que serviria para compensar a desoneração de parte da folha de pagamento.
As propostas mais avançadas são para ajudar pessoas e empresas durante este período de recrudescimento da pandemia de Covid-19 e de medidas de restrição da atividade. A equipe econômica vem defendendo a aceleração da vacinação em massa para permitir o retorno seguro ao trabalho, mas, enquanto isso não acontece, concordou em retomar uma série de ações executadas no ano passado.
Além do retorno do auxílio emergencial em abril, já anunciado pelo governo, a equipe econômica vai retomar o Programa de Manutenção do Emprego (BEm), que permite a suspensão dos contratos de trabalho e redução de jornada e salário dos trabalhadores da iniciativa privada, e o Pronampe, linha de crédito destinada a micro e pequenas empresas.
Também devem ser anunciadas em breve a antecipação do 13.º salário de aposentados e pensionistas do INSS e postergação do recolhimento de impostos por parte das empresas. Uma nova rodada de saques do FGTS segue em análise, mais ainda sem data para acontecer.
Para o período pós-Covid, Guedes segue prometendo uma reforma tributária em fases e um amplo programa social desenhando a partir da junção das políticas existentes. Dividendos de estatais e desestatizações podem ajudar a bancar esse programa, que o ministro continua chamando de Renda Brasil.
Ele também defende a aprovação neste ano da reforma administrativa e das privatizações dos Correios e da Eletrobras. O calendário das reformas, porém, pode sofrer atrasos, em virtude do recrudescimento da pandemia. O acordo no Congresso é dar prioridade a pautas relacionadas à Covid-19.
Confira a seguir as velhas e novas ideias do ministro para a economia:



