“Sinalização de virtude”: presidente do CFM ataca máscaras obrigatórias da Anvisa
- Posted By Vallorem Assessoria Empresarial
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Na segunda-feira (13) o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, emitiu um ofício endereçado ao diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fazendo duras críticas à continuidade da política da última de obrigar “passageiros, tripulantes e funcionários” de aeroportos a usarem máscaras para conter a Covid-19. “Máscaras como sinalização de virtude ou como medida de sensação de pertencimento social jamais podem ser impostas a pessoas que não compartilham de tais ideologias ou comportamentos”, arrematou Gallo, após uma revisão de artigos científicos.
O documento de oito páginas começa com um reconhecimento de que “a maioria dos tópicos ligados ao [vírus] SARS-CoV-2” são controversos, inclusive a obrigatoriedade das máscaras. Em seguida, Gallo volta a atenção para 16 estudos favoráveis à eficácia das máscaras para barrar a transmissão do vírus ou que tratam de mecanismos pelos quais isso poderia acontecer. O presidente do CFM resume os resultados de cada um deles, apontando potenciais problemas como não ter considerado o tipo de máscara (de tecido ou cirúrgica), o uso de modelos matemáticos que pressupõem a eficácia, o contexto de uso das máscaras avaliado, “pressupostos inverossímeis, estimativas mal fundamentadas”, “análises estatísticas inadequadas”, “vieses de observação e fatores de confusão”. Alguns dos próprios estudos reconhecem limitações e afirmam que, embora suas evidências sejam positivas, não são suficientes para estabelecer que as máscaras funcionam.



