Imposto sobre exportação e “caça de receitas” do governo ameaçam investimentos no país
- Posted By Vallorem Assessoria Empresarial
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O governo implantou no início de março uma alíquota de 9,2% sobre a exportação de petróleo bruto, com validade até 30 de junho. Criada por medida provisória (MP), a nova taxação foi a forma encontrada para aumentar arrecadação sem elevar tanto – naquele momento – a tributação federal sobre a gasolina, que começou a ser retomada após um período de isenção. Ainda que definido como "temporário" pelo governo, o novo imposto pode gerar consequências de longo prazo para o setor, que, enquanto tenta suspender a cobrança do imposto na Justiça, considera o risco de vê-lo ser prorrogado e até tornar-se permanente. Analistas veem risco de postergação ou mesmo cancelamento de investimentos. E não só na área de petróleo e gás, mas em outros setores exportadores, que passam a temer a implantação de tributos semelhantes caso o governo sinta a necessidade de ampliar a arrecadação rapidamente.
Motivos de desconfiança não faltam: a área econômica do Executivo declarou aberta, e por tempo indeterminado, a "temporada de caça" de receitas. Tendo apresentado uma nova regra fiscal que não prevê corte ou racionalização de despesas e sim aumentos reais de gastos todos os anos, os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e Planejamento, Simone Tebet, não disfarçam a intenção de buscar dinheiro para cumprir as metas fiscais. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, disse dias atrás, com todas as letras, que medidas de arrecadação "serão praticamente constantes". As exportações de petróleo são o terceiro item mais importante da balança comercial brasileira, sendo responsáveis por um superávit de US$ 65 bilhões nos últimos quatro anos, segundo o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).



