A queda de 0,68% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho foi a deflação mais intensa da série histórica iniciada em janeiro de 1980, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês de julho de 2021, o IPCA havia sido de 0,96%.
A taxa em 12 meses passou de 11,89% em junho para 10,07% em julho. O acumulado em 12 meses está no patamar de dois dígitos há 11 meses consecutivos. A última vez que a inflação ficou tanto tempo em dois dígitos foi entre novembro de 2002 e novembro de 2003. A meta de inflação para este ano perseguida pelo Banco Central é de 3,5%, que tem teto de tolerância de 5%.
Os gastos das famílias com transportes passaram de um avanço de 0,57% em junho para uma redução de 4,51% em julho, um impacto de -1,00 ponto porcentual sobre a taxa de -0,68% registrada pelo IPCA no último mês.
A queda foi puxada pela redução de 14,15% no preço dos combustíveis. A gasolina caiu 15,48%, o impacto negativo mais intenso entre os 377 subitens que compõem IPCA, com -1,04 ponto porcentual, enquanto o etanol recuou 11,38%, uma contribuição de -0,10 ponto porcentual. O preço do gás veicular diminuiu 5,67%, mas o óleo diesel subiu 4,59%.
Ainda em Transportes, as passagens aéreas tiveram uma alta de 8,02%. O ônibus urbano subiu 0,18%, consequência de reajuste em Salvador (2,30%). Os veículos próprios aumentaram 0,65%, com altas de preços dos automóveis novos (0,11%) e das motocicletas (0,65%), enquanto os automóveis usados tiveram queda de 0,21%.
Continue