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O dólar caía 1,38%, cotado a R$ 5,058, por volta das 12h15 desta quarta-feira (10), reforçando um movimento de queda após a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) dos Estados Unidos referente a julho, que não teve alta em relação a junho, acumulando 8,5% em 12 meses.

No mesmo horário, o Ibovespa subia 1,31%, aos 110.076 pontos, beneficiado por uma aversão menor a riscos por parte dos investidores, favorecendo investimentos em mercados como o brasileiro.

Apesar de não ser a referência do Federal Reserve para medir a inflação, o indicador reflete o quadro inflacionário no país. Com um resultado menor que o esperado pelos investidores, ele reforça apostas de que a autarquia poderá ser menos agressiva no ciclo de alta de juros.

O mercado vem mudando de posição quanto ao grau de agressividade do Fed dependendo dos dados econômicos que são divulgados.

Na sexta-feira (5), os dados de mercado de trabalho vieram acima do esperado, indicando uma economia ainda aquecida e reforçando apostas em uma alta de 0,75 ponto percentual na reunião de setembro. Agora, as apostas majoritárias voltaram a ser de elevação de 0,5 p.p., menos vantajosa para o dólar mas benéfica para ativos mais arriscados.

Na terça-feira (9), o dólar subiu 0,32%, a R$ 5,129;. Já o Ibovespa teve alta de 0,23%, aos 108.651,05 pontos.

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A queda de 0,68% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em julho foi a deflação mais intensa da série histórica iniciada em janeiro de 1980, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês de julho de 2021, o IPCA havia sido de 0,96%.

A taxa em 12 meses passou de 11,89% em junho para 10,07% em julho. O acumulado em 12 meses está no patamar de dois dígitos há 11 meses consecutivos. A última vez que a inflação ficou tanto tempo em dois dígitos foi entre novembro de 2002 e novembro de 2003. A meta de inflação para este ano perseguida pelo Banco Central é de 3,5%, que tem teto de tolerância de 5%.

Os gastos das famílias com transportes passaram de um avanço de 0,57% em junho para uma redução de 4,51% em julho, um impacto de -1,00 ponto porcentual sobre a taxa de -0,68% registrada pelo IPCA no último mês.

A queda foi puxada pela redução de 14,15% no preço dos combustíveis. A gasolina caiu 15,48%, o impacto negativo mais intenso entre os 377 subitens que compõem IPCA, com -1,04 ponto porcentual, enquanto o etanol recuou 11,38%, uma contribuição de -0,10 ponto porcentual. O preço do gás veicular diminuiu 5,67%, mas o óleo diesel subiu 4,59%.

Ainda em Transportes, as passagens aéreas tiveram uma alta de 8,02%. O ônibus urbano subiu 0,18%, consequência de reajuste em Salvador (2,30%). Os veículos próprios aumentaram 0,65%, com altas de preços dos automóveis novos (0,11%) e das motocicletas (0,65%), enquanto os automóveis usados tiveram queda de 0,21%.

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